Informações indicam que o Chefe da Casa Militar do Presidente da República, General Francisco Pereira Furtado, foi exonerado das suas funções na sequência do seu alegado envolvimento em vários escândalos que vinham prejudicando a imagem do Chefe de Estado.
Segundo fontes ligadas à Presidência da República, a exoneração do General Furtado já teria sido previamente agendada. A decisão terá sido consolidada após o Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, orientar o seu Diretor de Gabinete a convocar, com caráter de urgência, o Ministro da Defesa Nacional para comparecer nas primeiras horas da manhã no Palácio Presidencial.
Entre os casos que terão contribuído para o desgaste da sua imagem, destaca-se, em primeiro lugar, o alegado desvio de 35 milhões de Euros relacionados com o processo do Censo de 2024.
O segundo episódio refere-se ao alegado desvio de fundos destinados ao apoio às vítimas das cheias na província de Benguela.
O terceiro caso envolve um escândalo relacionado com o seu alegado braço direito, Norberto Garcia. Segundo fontes, o General Furtado é apontado como membro do referido esquema.
Por fim, o quarto episódio, que terá precipitado a sua exoneração, está ligado à divulgação de um áudio atribuído ao cidadão Feliciano Rosário Kapinga, conhecido como “Paulete”. No referido áudio, são feitas acusações de natureza pessoal envolvendo o General Furtado.
A divulgação do áudio teve grande repercussão nas redes sociais, contribuindo para o aumento da pressão pública e institucional, o que terá influenciado a decisão de exoneração do então Chefe da Casa Militar.