nformações provenientes da Casa de Segurança do Presidente da República indicam uma falha grave dos órgãos de defesa e segurança, que não informaram em tempo e hora a situação envolvendo militantes da UNITA na província do Kwanza Sul, os quais estavam usando fardamento idêntico ao das Forças Armadas Angolanas.
O Director-Geral dos Serviços de Inteligência, Fernando Garcia Miala, reagiu de forma enérgica, exonerando a delegada provincial e todos os delegados municipais envolvidos. No entanto, o mesmo não ocorreu com o Serviço de Investigação Criminal provincial nem com o Comando Provincial, cujo comandante e os comandantes municipais permaneceram sem responsabilização.
A divulgação de imagens de militantes da UNITA com uniformes militares evidenciou uma clara negligência dos órgãos de defesa e segurança, que deveriam ter tomado medidas profiláticas para evitar riscos à segurança nacional. A situação remete aos acontecimentos dos dias 28, 29 e 30 de julho, quando o delegado de Luanda, Júlio Jacinto “Julinho”, foi sacrificado em contexto semelhante de falha operacional.
Diante da gravidade do episódio, o Comandante-em-Chefe orientou a tomada imediata de medidas corretivas. Apenas o Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE) cumpriu integralmente as determinações, exonerando todo o pessoal da província do Kwanza Sul. Contudo, o Ministro do Interior desobedeceu a orientação, mantendo até hoje os altos responsáveis sob sua tutela.
A situação levanta sérias questões sobre responsabilidade, coordenação e disciplina dentro dos órgãos de defesa e segurança, e coloca em alerta a necessidade de reforço na proteção e integridade das Forças Armadas e da segurança nacional.
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