Informações dão conta que o antigo Primeiro Secretário Provincial da JMPLA em Luanda, Tomás Bica Mumbundo, poderá candidatar-se ao cargo máximo do Comité Provincial de Luanda.
Tomás Bica é descrito como um jovem com forte vocação política e carisma, gozando de significativa aceitação nas bases do seu partido. No entanto, enfrenta também diversos adversários internos que não veem com bons olhos o seu crescimento político, considerando-o uma potencial ameaça, sobretudo para aqueles que não fizeram percurso pelas bases partidárias.
No seu trajeto político-administrativo, já exerceu o cargo de administrador adjunto do município de Cacuaco. Posteriormente, foi nomeado pelo então Governador de Luanda, Sérgio Luther Rescova Joaquim, para administrador distrital do Sambizanga. Durante o exercício dessas funções, ganhou notoriedade e visibilidade, destacando-se pela criação da chamada “turma do apito”, uma iniciativa que terá contribuído para a redução significativa da criminalidade naquela circunscrição.
Apesar disso, a sua atuação acabou por gerar tensões com alguns órgãos castrenses, que terão solicitado à governadora que sucedeu Sérgio Luther Rescova a sua exoneração do cargo. Ainda assim, a então governadora Joana Lina, que mantinha uma relação de consideração institucional com o dirigente, optou por nomeá-lo administrador do município do Cazenga.
A sua passagem pelo Cazenga começou a enfrentar desafios com a entrada de Manuel Homem para o cargo de governador de Luanda. As frequentes aparições públicas de Tomás Bica terão passado a causar desconforto, sendo que, segundo fontes, o governador evitava recebê-lo em audiência, ao contrário do que acontecia com outros administradores.
As mesmas fontes referem que Manuel Homem poderá ter interpretado o dinamismo de Tomás Bica como uma ameaça política. Alegadamente, em articulação com o vice-governador Manuel Gonçalves, terá sido delineada uma estratégia, com o envolvimento da Inspeção Geral da Administração do Estado (IGAE) e do Serviço de Inteligência e Segurança do Estado (SINSE), que quase resultou na sua detenção e impactou negativamente a sua imagem pública.
Caso venha a formalizar a sua candidatura ao cargo máximo do Comité Provincial de Luanda, Tomás Bica poderá representar uma peça estratégica importante no xadrez político interno do partido, numa fase em que o MPLA já começa a preparar-se para as eleições de 2027.
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