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JOÃO LOURENÇO AUTORIZA EXTINÇÃO DA CIMANGOLA E DÁ UM ANO PARA ENCERRAMENTO DA EMPRESA

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JOÃO LOURENÇO AUTORIZA EXTINÇÃO DA CIMANGOLA E DÁ UM ANO PARA ENCERRAMENTO DA EMPRESA

Fonte: Agita News Oficial


O Presidente da República, João Lourenço, autorizou a extinção da Empresa Nacional de Cimentos de Angola (Cimangola) — Nova Cimangola, numa decisão que determina o início do processo de dissolução e liquidação da histórica empresa cimenteira angolana.

A medida consta do Decreto Presidencial n.º 152/26, publicado no Diário da República a 20 de Agosto de 2026, conforme apurado pelo Polígrafo África.

De acordo com o diploma, a decisão presidencial é justificada pelo facto de a Cimangola ter deixado de cumprir o objecto social que esteve na base da sua criação.

O documento considera, por isso, que deixou de existir fundamento para a manutenção da empresa nos activos públicos, abrindo caminho para o seu encerramento definitivo.

A decisão representa mais um capítulo na longa história da principal referência da indústria cimenteira nacional, que durante décadas esteve ligada ao Estado angolano.

O Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) recebeu a responsabilidade de conduzir o processo de liquidação da empresa.

O Executivo estabeleceu um prazo máximo de 12 meses, um ano para a conclusão do processo de dissolução da Cimangola.

Durante este período, caberá igualmente ao IGAPE assegurar a gestão dos activos que continuam sob controlo do Estado na empresa, enquanto decorrem os procedimentos necessários para a sua liquidação.

A Cimangola possui uma história que remonta às décadas de 1950, tendo sido criada entre 1954 e 1957. Após a independência de Angola, a empresa passou pelo processo de nacionalização em 1978 e permaneceu ligada ao sector empresarial do Estado durante várias décadas.

Em 2005, a empresa adoptou a denominação Nova Cimangola, mantendo-se como uma das principais referências da produção de cimento no país.

Agora, mais de seis décadas depois da sua criação, a empresa entra numa nova fase: a liquidação e o encerramento das suas actividades enquanto empresa pública.

A decisão de João Lourenço deverá provocar novos debates sobre a gestão dos activos do Estado, o futuro das participações públicas no sector cimenteiro e o destino dos patrimónios e trabalhadores ligados à empresa.

Agita News Oficial

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