Fonte: Agita News Oficial
Moradores dos Mártires do Kifangondo, em Luanda, estão agastados com a alegada falta de intervenção da Administração Municipal da Maianga, liderada por Pedro Orlando Paca, face às sucessivas reclamações relacionadas com a ocupação de um espaço público onde foi instalada a hamburgueria WANK BURGUER.
Segundo os moradores, o espaço, localizado numa zona de passagem pedonal, terá sido ocupado pelo cidadão Wankana de Oliveira, que ali construiu e instalou o seu estabelecimento comercial. Os residentes afirmam que a situação tem provocado constrangimentos à circulação de peões e criado transtornos aos moradores da zona.
De acordo com informações transmitidas pelos reclamantes, Wankana de Oliveira seria membro do Comité Provincial de Luanda do MPLA e alegadamente afirma possuir proximidade e proteção de figuras de influência, entre as quais o Director do Gabinete do Presidente da República, Edeltrudes Costa, e o Governador Provincial de Luanda, Luís Nunes.
O que mais tem gerado indignação entre os moradores é a alegada diferença de tratamento em relação a outros espaços públicos anteriormente ocupados.
Os residentes recordam que, sob orientação do Governo Provincial de Luanda, foram realizadas intervenções para recuperar espaços públicos que se encontravam ocupados há vários anos, citando como exemplos zonas da Vila Alice e do Miramar.
Perante isso, questionam por que razão a situação do Mártires do Kifangondo continua sem uma solução, apesar das várias reclamações apresentadas à Administração Municipal da Maianga.
Os moradores apelam ao Governador Provincial de Luanda, Luís Nunes, e ao administrador municipal da Maianga, Pedro Orlando Paca, para que procedam à verificação da situação e tomem as medidas que a lei determinar, caso seja confirmada a ocupação irregular do espaço público.
Para os residentes, a permanência da estrutura no local representa um constrangimento à circulação e levanta dúvidas sobre a fiscalização e gestão dos espaços públicos no município.
Os moradores defendem ainda que o espaço público deve ser administrado de forma transparente e igual para todos, independentemente das relações ou alegadas ligações de qualquer cidadão com figuras públicas.
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