Fonte: Agita News oficial
O empresário Henrique Miguel “Riquinho”, conhecido militante do MPLA, admite recorrer às instâncias internacionais para exigir o pagamento de uma dívida que afirma resultar da organização do AfroBasket 2007, realizado em Angola.
Segundo Riquinho, a empresa CasaReal terá realizado diversos serviços e investimentos ligados à competição, incluindo bilhética, placares eletrónicos, publicidade, transporte, instalação de equipamentos e formação técnica.
O empresário afirma que cerca de 5 milhões de dólares continuam por pagar. Segundo a sua versão, o processo já teria sido analisado por órgãos do Estado e acompanhado por pareceres jurídicos e documentação administrativa.
Riquinho contesta igualmente a alegada recusa do Ministério da Juventude e Desportos em emitir uma declaração de dívida, alegando que existem documentos e pagamentos anteriores que demonstrariam a existência do compromisso financeiro.
O empresário diz ter tentado resolver o caso através das instituições angolanas, mas, diante da ausência de uma solução definitiva, considera agora apresentar a questão às estruturas internacionais ligadas ao basquetebol e a outras instâncias competentes.
CRÍTICAS A JOÃO LOURENÇO
Riquinho também endureceu as críticas à atual condução do Estado angolano, questionando a demora na resolução do processo e admitindo que poderá existir interferência política. A alegação de retaliação, contudo, é apresentada pelo empresário e não está acompanhada, até ao momento, de confirmação independente.
Caso avance internacionalmente, Riquinho deverá apresentar contratos, comprovativos de pagamentos, pareceres e outros documentos que sustentem a sua reclamação.
O empresário afirma que não pretende desistir e garante estar disposto a levar o caso “até às últimas consequências”.
Quase duas décadas depois do AfroBasket 2007, a disputa financeira poderá ganhar agora uma dimensão internacional.
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