Fonte: Agita News Oficial
Segundo informações que chegaram à nossa redação, Wilson Morais terá recebido uma viatura como presente na sequência da sua eleição para o cargo de 1.º secretário municipal do MPLA em Belas. A alegada oferta terá sido feita pelo empresário Hedson Jerónimo, apontado como prestador de serviços à própria Administração Municipal de Belas.
O episódio levanta uma questão que merece esclarecimento público: é eticamente aceitável que um empresário que presta serviços à Administração Municipal ofereça uma viatura a um dirigente que exerce funções naquela mesma estrutura?
A situação torna-se ainda mais sensível tendo em conta os princípios previstos na Lei da Probidade Pública de Angola (Lei n.º 3/10, de 29 de Março), que estabelece normas relacionadas com a probidade, a moralidade administrativa, a defesa do património público e a conduta dos agentes públicos.
Não estamos a afirmar que a oferta constitui, por si só, um crime ou uma infração. Porém, a natureza da relação entre o alegado ofertante e a Administração Municipal de Belas exige esclarecimentos, sobretudo para afastar qualquer suspeita de conflito de interesses ou de eventual benefício associado à prestação de serviços públicos.
A pergunta que fica é simples: quem ofereceu a viatura, em que circunstâncias foi oferecida e qual é a relação empresarial existente entre o ofertante e a Administração Municipal de Belas?
Também seria importante esclarecer se a viatura foi declarada às entidades competentes e se a oferta observou integralmente as regras de probidade aplicáveis aos agentes públicos.
O combate à corrupção e à promoção da transparência não pode ser seletivo. Os mesmos princípios devem aplicar-se a todos, independentemente do cargo, partido político ou influência de quem esteja envolvido.
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