Fonte: Agita News Oficial
Segundo informações postas a circular em Angola, o clima no seio do MPLA continua tenso, com vários militantes a exigirem uma intervenção urgente do coordenador da Comissão de Disciplina, Ética e Auditoria do Comité Central, general Pedro de Morais Neto, no caso que envolve o secretário para os Assuntos Políticos e Eleitorais do partido, João de Almeida Azevedo Martins, conhecido publicamente como Jú Martins.
De acordo com as mesmas informações, os militantes defendem a abertura de uma auditoria interna após a divulgação de vários alegados vídeos nas redes sociais, nos quais o dirigente partidário surge em momentos íntimos com diferentes mulheres dentro do seu gabinete, localizado na sede do partido.
A indignação dos militantes aumenta pelo facto de Pedro Neto já ter actuado com rapidez em outros casos considerados menos graves. Um dos exemplos apontados é o do antigo administrador do distrito urbano da Camama, Fábio André da Silva Quiriri, alvo de uma auditoria depois da divulgação de um áudio atribuído à sua suposta esposa, no qual eram feitas acusações de abuso sexual contra a própria filha.
Outro episódio frequentemente recordado pelos militantes é o caso do antigo administrador do Cazenga, Tomás Bica. Na altura, após a divulgação nas redes sociais de um áudio relacionado com uma conversa informal mantida com os gémeos da Clé, Pedro Neto terá igualmente avançado com a abertura de um processo de auditoria interna. Segundo fontes ligadas ao processo, o caso acabou posteriormente arquivado após fortes intervenções internas durante uma reunião do Comité Central.
Entretanto, informações adicionais dão conta de que a vice-presidente do MPLA, Mara Quiosa, terá realizado recentemente uma actividade política no município do Sambizanga. Durante o evento, a energia eléctrica teria falhado e, alegadamente, a bateria do gerador desapareceu. Na sequência do episódio, Pedro Neto terá criado imediatamente uma comissão de auditoria para apurar as causas do desaparecimento do equipamento.
Para muitos militantes, o contraste entre a rapidez demonstrada nesses casos e o silêncio em torno do alegado escândalo envolvendo Jú Martins levanta várias dúvidas dentro das estruturas do partido. Os militantes questionam quais seriam as razões que estariam a impedir o coordenador da Comissão de Disciplina, Ética e Auditoria do Comité Central de avançar igualmente com uma investigação formal ao caso que continua a dominar as redes sociais e os bastidores políticos angolanos.
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