Fonte: Agita News Oficial
LUANDA — Trabalhadores da TAAG estão a levantar sérias questões sobre a alegada utilização irregular dos benefícios concedidos pela companhia a familiares e dependentes de funcionários, apontando especificamente para o caso de Wela Feijó, funcionária colocada no Capital Humano, na área de Contencioso Laboral.
Segundo denúncias que chegaram à nossa redacção, existem alegações de que pessoas que constariam do agregado da funcionária teriam beneficiado, durante anos, dos chamados bilhetes de facilidades disponibilizados pela TAAG aos trabalhadores e respectivos beneficiários.
A denúncia ganha contornos ainda mais polémicos pelo facto de, segundo os trabalhadores, Wela Feijó exercer funções numa área directamente ligada a questões laborais e, alegadamente, ter defendido ou incentivado a abertura de processos contra funcionários envolvidos em situações semelhantes.
“DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS”?
É precisamente neste ponto que os trabalhadores questionam aquilo que consideram poder configurar uma situação de falta de coerência na aplicação das regras internas.
Se forem confirmadas as alegações, defendem os denunciantes, deverá ser esclarecido se os beneficiários estavam devidamente registados, quais documentos foram utilizados para comprovar o vínculo familiar ou conjugal e quem autorizou a inclusão dos respectivos dados no sistema da companhia.
Os trabalhadores pedem, por isso, que a TAAG proceda a uma auditoria interna independente, capaz de verificar os registos históricos dos beneficiários associados à funcionária e determinar se houve ou não qualquer violação das normas internas.
O MISTÉRIO DOS REGISTOS NO SISTEMA
Outro ponto levantado pelos denunciantes prende-se com a alegada eliminação posterior de informações relativas ao agregado familiar.
Os trabalhadores questionam se eventuais alterações efectuadas no sistema podem ser auditadas e se permanecem registos históricos das operações realizadas.
A TAAG deverá esclarecer, tecnicamente, quais são os mecanismos de auditoria e rastreabilidade utilizados no sistema SAP e se é possível identificar quem inseriu, alterou ou removeu determinados dados, bem como as respectivas datas e autorizações.
PROCESSO DISCIPLINAR OU INVESTIGAÇÃO MAIS PROFUNDA?
Perante a gravidade das alegações, os trabalhadores defendem que a administração da TAAG não deve limitar-se a uma averiguação superficial.
Caso uma investigação interna encontre indícios de violação das normas da empresa ou de utilização indevida de benefícios, os denunciantes defendem a abertura de um processo disciplinar e, se houver indícios de ilícito criminal, o encaminhamento da matéria para as autoridades competentes.
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